A Importância da Gordura na Alimentação

A importância da gordura na alimentação
Dr. Rondó médico cirurgião vascular fala sobre a importância da gordura na alimentação e o perigo da dieta com carne magra.
Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de livros com temas relacionados a nutrição, medicina preventiva e esportiva.

Confira o texto feito pelo próprio!

A importância da gordura na alimentação

Não sei se você já percebeu, mas parece que em todo lugar há um batalhão de pessoas repetindo o mesmo mantra: “coma só carne branca magra”, “prefira frango ou peixe”, “consuma queijo e leite com baixo teor de gordura”, “evite carne vermelha, ela tem mais gordura”, etc, etc, etc… É a mesma ladainha todo o tempo!

Mas por que todos enfatizam em proteína magra?

Aparentemente, isso é originado da “gordurofobia” que estamos vivendo nas últimas décadas.

Mesmo muitos simpatizantes de dieta de pouco carboidrato e rica em proteínas repetem isso que já está virando uma oração moderna: escolha carne magra.

Escuta aqui, amigo: a gordura não é sua inimiga!

É isso mesmo! A gordura do tipo certo pode ser sua melhor amiga, como aquele que brincava com você no playground há certo tempo atrás.

A gordura natural em laticínios e carnes, incluindo carne vermelha, é boa para a sua saúde!

Não é preciso evitar a carne marmoreada ou descartar a gordura – que, a propósito, deixa a carne muito mais saborosa – não sinta-se culpado! Por outro lado, ficar comendo só carne magra pode ser prejudicial.

Pouco gordura pode te deixar com pouca saúde

Devemos consumir uma dieta rica em gorduras boas e com quantidade adequada de proteína para termos boa saúde.

Quando não ingerimos gordura, a proteína (aminoácidos) não é completamente metabolizada.

Como consequência, as pessoas que seguem esse tipo de dieta, com o transcorrer do tempo, tornam-se mal nutridas e doentes. Muitas morrem por falência cardíaca, mesmo não tendo sinais de doença do coração!

Por isso, consumir carne magra sem gordura pode, na verdade, ser lesivo para a sua saúde.

Quem come proteína magra, sem a adequada quantidade de gordura, desenvolve o que se chama “envenenamento de proteína”, com sintomas que incluem diarreia, dor de cabeça, fadiga, hipotensão arterial, ritmo cardíaco alterado e sensação de desconforto geral.

Sem essa necessária gordura, a proteína pode se tornar tóxica. Esse fato é bem conhecido e documentado por séculos!

Aprendendo com nossos antepassados

No passado, os nossos ancestrais caçadores coletores não comiam carne magra. Pelo contrário, as evitavam ao máximo, comendo a carne mais gordurosa possível.

Eles se satisfaziam com os miúdos e ossobuco, pois sabiam sem a quantidade de gordura adequada perderiam saúde e até a vida!

Os esquimós do norte do Canadá e Alasca conheciam bem o perigo do envenenamento proteico.

Tradicionalmente, sua alimentação era quase 100% carne, mas eles sabiam da importância de ingerir a quantidade adequada de gordura.

Para onde quer que fossem, levavam óleos e/ou gorduras para suplementar suas refeições. Antes de ser comida, toda a carne era colocada num prato fundo embebido em óleo.

Além de peixes e focas, eles caçavam raposas, ursos e outros animais, mas evitavam o coelho ártico, por ser muito magro – e só o comiam se pudessem associar com muita gordura!

Sabiam que se comecem muito coelho, por ser carne magra, teriam problemas de saúde…

O explorador e antropologista Vilhjalmur Stefelisson (1879-1962)

Ele escreveu extensivamente sobre os anos em que morou no Ártico Canadense, exatamente como os esquimós primitivos.

Ele descreve como, em um determinado momento, foram forçados a caçar e comer caribu magro, por não conseguirem outra carne.

Ele sabia que os esquimós relutavam em comer carne magra, mas na falta de outro alimento, comeram o que era possível. Em algumas semanas, todos estavam mortalmente doentes.

Só se recuperaram quando conseguiram gordura para se alimentar!

Quando Stefelisson escreveu sobre viver a base de carne e gordura, sem nenhum vegetal, e ainda assim manter boa saúde, foi criticado pelos médicos da época.

Portanto para provar que estava certo, ele e um companheiro de viagem aceitaram consumir essa alimentação durante 1 ano, ficando sob observação de uma equipe médica do Hospital Bellevie em New York, no ano de 1928.

Assim ambos completaram o ano sem qualquer doença ou deficiência, em excelente saúde. Esse caso é frequentemente usado para ilustrar a segurança de se comer carne e demonstrar a segurança de se consumir gordura.

Porem vale lembrar que nesse período cerca de 79% das suas calorias vinham das gorduras; ao contrário de hoje em dia, quando consome-se muito mais carboidratos.

Como ele já disse em outro texto, confira!

Voltando à pesquisa, na sequência, Dr. Eugene Dubois, que encabeçou essa avaliação, solicitou que eles comessem apenas carnes magras.

Então o que aconteceu? Em poucas semanas eles estavam apresentando a síndrome da proteína tóxica, tendo que parar a experiência por desconforto, diarreia e perdas de saúde, exatamente como ocorria no Ártico com os esquimós.

Portanto, os seres humanos primitivos já sabiam do perigo de se consumir carnes magras. As dietas com baixo carbo e rica em proteínas que pregam retirar as gorduras das carnes, além de incentivar o consumo de laticínios com baixo teor de gordura, são lesivas, não devendo ser seguidas.

E digo mais: dietas de alta proteína não são a chave do sucesso, mas sim as com proteína em moderação e muita gordura – entre 60 e 85% da dieta.

Gostou das informações? Foi útil? Deixe aqui seu comentário, compartilhe e não esqueça de avaliar!

Quantas estrelas merece esse artigo? Avalie!!

Veja nos links abaixo as dietas

 

Tenho Certeza Que Você Vai Gostar Também

Sem comentários

Deixe uma resposta